- Apocalypse Now
- Platoon
- O Franco-Atirador
- Nascido para matar
- Nascido em 4 de julho
- Amargo regresso
- Hair
- Os boinas verdes
- Corações e Mentes
Depoimento dado por Alceu Valença à revista Bravo:
Luiz Gonzaga foi um artista completo: tocava muito bem, cantava divinamente e era um grande palestrante. Podia ser considerado um verdadeiro ator. Entregava-se a tudo o que fazia e foi o responsável por levar a síntese do Nordeste, sua vasta e rica cultura, para o resto do Brasil. Seu legado é incomensurável e minha relação com ele começou antes mesmo de conhecê-lo. Posso dizer que, quando o escutei pela primeira vez, já tinha uma intimidade profunda com suas canções. Isso porque o canto do povo, que serviu de referência para o rei do baião, era muito presente também em São Bento do Una, cidade pernambucana onde nasci.
Em meados da década de 1950, no entanto, mudei para o Recife. Nessa época, Gonzaga havia se transformado quase em um nome proibido, considerado cafona. Se alguém abria a boca para cantar forró, levava, no mínimo, uma vaia. Existe algo muito louco na cultura brasileira que é a negação da própria cultura. Esta atitude era visível, inclusive, dentro de casa:minha avó só apreciava os nomes ditos clássicos. Para a minha sorte, meu avô gostava de música popular: tocava viola, adorava repente e, claro, Luiz Gonzaga. Antes de ir embora da fazenda deles, como uma espécie de despedida, eu costumava cantar Juazeiro. E minha avó acabava cedendo: “Não gosto dessas coisas que Luiz Gonzaga toca, não, mas quando Alceu canta, eu choro”.
A rejeição começou a amenizar nos anos 70 e graças a uma mentira. O produtor musical capixaba Carlos Imperial escreveu em sua coluna no jornal que os Beatles gravariam Asa Branca. Isso bastou para que o país passasse a se curvar a Gonzaga. Para mim, foi indiferente. Sempre toquei forró. Tenho, inclusive, dois discos em homenagem a Luiz Gonzaga: Forró de Todos os Tempos, de 1998, e Forró Lunar, de 2001. Minha postura, no entanto, distanciava-se um pouco da dele por eu tocar guitarra, o que acredito que contribuía para eu ser mais aceito.
Último pedido
Aconteceu até um episódio engraçado em relação a isso. No começo de minha carreira, na década de 1980, fui fazer um show em Juazeiro do Norte. No meio da apresentação, olhei para a coxia e vi alguém que lembrava Gonzaga, mas não tive certeza. E me bateu um enorme receio de que, se fosse mesmo ele, muito provavelmente não gostaria do meu som por causa da guitarra. Quando terminei, ele veio de braços abertos. Reconheci a voz e, tímido, perguntei: “O senhor está fazendo algum show aqui?” E então Gonzaga respondeu: “Não, vim para ver você.” Com medo, continuei: “E o senhor gostou?” “Alceu, seu conjunto é uma banda de pífano elétrica.”
Essa minha turnê estava a caminho de Fortaleza, mas Gonzaga nos convidou para tomar café no dia seguinte no Novo Exu, em Pernambuco. Seguimos, então, na direção oposta à que deveríamos só para encontrá-lo. Cheguei primeiro e em seguida estacionou o ônibus lotado, com a equipe toda. Não parava de descer gente. Gonzaga começou a ficar desconfiado, aproximou-se e questionou baixinho quantos éramos. “Uns 27”, disse. Ele falou logo: “O café dá para 30”. Naquela manhã, Gonzaga pediu que eu fizesse uma música para ele. Compus Plano Piloto (também de autoria de Carlos Fernando), uma canção sobre Brasilía, que gravamos juntos. Diziam que ele não lia nem escrevia muito bem, mas falando o cara era muito articulado.
Nossa despedida ocorreu em seu último show, no Recife. Gonzaga chorava muito. Estava magro, em uma cadeira de rodas. Não esqueço do pedido que fez no camarim: “Não deixem meu forrozinho morrer”. Lembrei-me dessa preocupação, inclusive, em uma graça recente que fiz. Quem procurar na internet vai encontrar o vídeo intitulado O Rei do Baião Entrevista Alceu Valença. Antes tenho que confessar que sou chegado a imitações, imito todo mundo. Pois um dia estava em casa e me deparei com um chapéu de cangaceiro. Assim que o coloquei na cabeça, comecei a falar como Gonzaga, a intercalar perguntas que imaginava como suas a respostas minhas: “E o meu forrozinho, tá sendo tratado bem?”
Do You Want To Live In The World Of Atlas Shrugged?
Even if you love Ayn Rand, you probably don’t want to live in the world of Atlas Shrugged. Prof. Jennifer Burns discusses the classical liberal themes in Rand’s novel.
See Also
(Source: learnliberty.org)
Um dos blogs pioneiros na luta contra o alarmismo climático.
Very nice.
I guess that makes me a bit of a modern conservative, but mass transit should be privately run, and the gov’t assitance should be very minimal and have the rest done privately. So I guess I’m somewhere in between a paleo and a modern - mostly paleo.
I disagree with the label ‘Modern Liberalism’. I would fit under this category on the diagram, but I am not liberal.
Edit - just realised this is evidently American. That’ll be why it doesn’t make sense to me.
Este esquema também não se aplica ao Brasil. Eu sou um conservador tradicional, mas apoio totalmente um sistema de saúde pública universal.
(Source: arizona-republican)
I wish I had seen this first, so much better than mine.
Reblogged for concentrated awesome.
Perfect.
Top notch.
(Source: whoneedsfeminismdotorg)






