Não é de hoje que vemos imagens tão chocantes quanto as que estão sendo exibidas pela TV. Apesar do foco hoje ser no Rio de Janeiro, até semana passada Recife, cidade a qual resido, passou por calamidade semelhante e isto acabou atrapalhando a vida cotidiana dos moradoras.
Pois bem, diferente do prefeito do do Rio, que aparentemente esta se esforçando para amenizar o caos gerados pelas chuvas de ontem, o prefeito do Recife, João da Costa, estava viajando durante o período. E isto levou a duras criticas dos recifenses a seu governo assim como a bendita viagem.
Para esclarecer aos “apoiadores do João da Costa”, as reclamações do povo e da oposição não são atribuídas a viagem feita pelo representante. De longe, essa é a razão de tanta revolta.
O fato é que o povo cansou de ser lesado pelos nossos representantes ditos como popular - o que é uma mentira, por mais que seja o “nosso” voto que os faça estarem lá. E o problema das chuvas, somado a outros, é que levou a toda ira do povo.
Mas, será que o fator natural tem culpa nas enchentes? Tem sim, e seria um erro nega-la. Porém, deve-se destacar o papel do governante em prever tais situações naturais e buscar, através do estudo, soluciona-las ou ameniza-las. E no Brasil, por mais que o ciclo das chuvas seja anual e velho conhecido, isto não é praticado por nenhum estado da nação como podemos ver nas capas da Veja São Paulo (que desde 1991 documenta o problema), em Recife como podemos ver no vídeo postado pelo tecnocafe no dia 20 deste mês ou mesmo hoje no Rio de Janeiro, como está sendo noticiado pelos veículos de comunicação e pode ser visto nesse vídeo postado ontem no Youtube. Infelizmente nosso país não tem, ainda, uma política pública efetiva na prevenção das calamidades naturais causando sofrimento, para variar, para o povo que perde seus bens, conquistados com tato suor, que colocam em risco sua saúde ao atravessar uma rua inundada e cheia de esgoto e ficam ilhados em suas casas e trabalhos.
Além de olhar as enchentes e alagamentos não podemos esquecer de destacar o pior e o mais revoltante: Nosso país bate recorde anualmente de pagamento dos impostos - que em tese deveriam ser usados para esses casos e outros - e tudo vem caminhando para mudanças a passos de tartaruga sem pernas. Enquanto isto, o salário e benefícios dos representantes populares.
E a situação parece não ter fim, infelizmente. Com isto, as pessoas ficam a cargo da incerteza, levada pela nossa situação política duvidosa e na descrença no poder legislativo e executivo em soluciona-las, esperando ano após ano que suas ruas sejam alagadas, que seu carro morra no meio da rua e pelos tradicionais prejuízos que o governo não ajuda nem um pouco a pagar. Diferenciando a nós, que pagamos os salários dos políticos, deles mesmos que possuem todo tipo de auxilio e verba para qualquer eventual situação de emergência.
Por isto não adianta culpar a Deus ou a natureza pelos alagamentos que o povo brasileiro sempre enfrenta. A culpa é dos nossos representantes que contam com o famoso “marketing”, do esquecimento momentâneo e descrença de tempos melhores para se reelegerem e receber gordos salários e aposentadorias dos antigos cargos públicos.
Governo saí e governo entra, esquerda ou direita mas a solução para o “choveu” alagou ainda não foi encontrada pelos governantes brasileiros. Falta saber se, infelizmente, esse desencontro entre problema e solução é proposital.






