Sport e as imobiliárias

Li hoje no jornal o discurso do candidato da oposição do Sport, Homero Lacerda, contra as propostas tresloucadas da atual administração do clube. Finalmente alguém resolveu falar claramente a verdade: estão destruindo o Sport em prol do mesmo tipo de empreendimento imobiliário que desgraçou a cidade (espigões). Todos os que querem que o Sport continue a ser um clube esportivo devem dar um basta nisso, sem, contudo, abrir mão das necessárias renovações (segundo Homero é possível construir uma nova arena sem vender a alma rubro-negra).

Nossa “Boca do Inferno” e a liberdade de opinião

Li agora a pouco uma antiga reportagem que tinha guardado entre meus papéis e que fala do lançamento de um livro de Fátima Lima sobre as crônicas de Carneiro Vilela (já deve ter sido lançado a essa altura, pois o recorte de jornal é de janeiro de 2011). O escritor, fundador da Academia Pernambucana de Letras e autor do conhecido A Emparedada da Rua Nova, também foi um cronista de nossos jornais no século XIX, fazendo um papel semelhante ao de Gregório de Matos, e, por isso, igualmente esquecido pelos desafetos após sua morte. De qualquer forma, o que me chamou a atenção no texto foi um trecho que fala da liberdade circulação de idéias na época do Segundo Reinado e que reproduzo abaixo:

As crônicas para a imprensa de Carneiro Vilela serão reunidas em livro ainda neste ano. O prefácio ficará a cargo de Anco Márcio Tenório Vieira, professor do Departamento de Letras da UFPE. Ele ressalta que as polêmicas deram o tom do século XIX, particularmente na sua segunda metade. Algumas delas se tornaram célebres, a exemplo das que foram protagonizadas por José de Alencar e Joaquim Nabuco, o General Abreu e Lima e o Cônego Pinto de Campos. “Isso foi fruto não apenas de um século onde as palavras mudança e revolução estavam na ordem do dia, mas também, no caso do Brasil, da liberdade de pensamento e de imprensa que tanto caracterizou o Segundo Reinado. Acredito que essa liberdade só vai se repetir no Brasil com o nosso último processo de redemocratização, nos anos de 1980”, aponta o professor.

Aqui fica mais uma vez claro como perdemos com o golpe republicano de 1889.

Recife vai se submeter ao coronelismo?

Hoje na rua ouvi um carro de som com propaganda política dizendo algo como: “Vamos votar em Geraldo Júlio porque Eduardo, que é um ótimo governador, indicou”. Que coisa mais ridícula!

É óbvio que não dá para votar no candidato do PT, seja pelo que ele é, seja pelo que fizeram com o atual prefeito (tá certo, João da Gosta fez uma péssima gestão, mas o que seu partido fez com ele neste ano foi pura sacanagem), seja pelo desastre das administrações petistas. Aliás, isso de querer descolar Humberto do atual comando da PCR é só mais uma palhaçada bolada por João Paulo e pelos colonizadores paulistas, mas quem tem memória sabe que tudo não passa de variações da mesma porcaria:

Dito isto, ver no candidato biônico do social-coronelismo uma alternativa é burrice mesmo ou subserviência indigna da história de nossa cidade. Primeiro que o PSB sempre esteve na base dos governos do PT, segundo que eles partilham dos mesmos objetivos no longo prazo para o país e, terceiro, ao longo de todos esses anos de governos da “Frente Popular” nós tivemos uma oposição verdadeira, digna desse nome, formada, em especial, pela vereadora Priscila Krause e pelo atual deputado estadual Daniel Coelho.

Sendo assim, fica claro que só existem duas alternativas coerentes para o eleitor: o próprio Daniel Coelho, que se habilitou para a disputa pela sua atuação na Câmara de Vereadores, ou Mendonça Filho, que recebe o apoio de quem deu a cara a bater contra o PT (a vereadora Priscila).

Lenine canta “Frevo e Ciranda”, um clásico do mestre Capiba no encerramento do Carnaval 2010 no Marco Zero.

(Source: youtube.com)

Finalmente a PCR mapeou os pontos de alagamento na cidade… Do domingo para a segunda não pude chegar em casa e nem deixar alguns amigos nas deles pois a água tinha tomado conta de várias ruas. Se por um lado o inverno mais ameno que teremos este ano nos dá menos prejuízos materiais (ano passado perdi livros e um carro), por outro pode nos dar um grande prejuízo político, já que faz as pessoas esquecerem da desastrosa gestão do PT/Eduardo Campos (sim, PT/Eduardo Campos, não dá para separar os dois).

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